quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Tudo Passa

Não sei porque tempo
O tempo
Vai dissolver momentos
No meu coração

Mais quantos segundos dessa hora
Corrigirá minha alma
Nesse caos intenso
Perdido em minhas mãos

Quanta fala perdida
Saliva engolida
Em prol de promessas
Sem recompensas

Cansei de ser livre
Agir mais feliz
Admitir o perigo
Não sou mais assim

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Desejo

Falta o cheiro
O suor da pele com pêlo
Entrelaça as pernas
Minha canela

A pele que toca
Enrosca
Com a mão
Pescoço em ação

O suspiro é a fala
Na margem
Por linhas centradas
Um beijo

Desejo do corpo
Exposto
Meu rosto
Gozei

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Preto no Branco

Sombras claras?
Enquanto no nada, há tudo.
No mesmo, o medo.
Querer por ter feito.


Lados seguros?
No fundo deitou
Queimou com ardência
Segundas promessas


Viver?
Pela memória
Algumas respostas
Não Ser

Transformou?
No raso frasco
Um pouco pintado
....
...
..
.
Quebrado!

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Interior Vs Exterior

Dar uma volta
Na volta
Em sua volta
A distância que nos mantém
É a mesma que nos atrai

Mais uma volta
E meia
Percebo um vazio tranqüilo
Que os óculos me mantêm fugido

Retornarei nessa roda
Que formou uma volta
No cansaço dos meus olhos
Diante da rota

Meia volta sobrou
A personalidade secou
O amor acabou
E a volta fechou.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Natural

Deixa acontecer
A onda gritou, espumou.
Dando vida a vida
Neste amanhecer

São ciclos viciosos
Paradigmas do vento
Pensamentos passam
No olhar de quem almejo

A faísca da emoção
Corroboram a intenção
Diante da neblina
Que o frio tonaliza.

Com a terra guardarei
Os ciclos de viver
Um momento frágil
Sou capaz de Ser!

Leonardo Lara

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Tempo Contínuo

Passou um arrepio, pulsou o coração.
Lágrima feriu-me.
Há névoas quase sombrias sobre meu Ser

Dê mais um toque no orgulho
Feri o desejo do mais
Pois sempre existirá o menos

Segunda chance é quase uma lenda
Que já não vejo e produzo
Há tempos com o tempo

Vou arremessar minha atitude
Nessa esfera boba e tola
Consegui moldar nesse mar
Socorro!

quarta-feira, 21 de maio de 2008

***Viagens***

Atravessarei o mar
Em busca daquele cristal
Que foi posto em provas
Pro Eremita sem direção

Atirei-me nessas folhagens
Que me serviram como imagem
Protegendo-me dessa agonia
Diante da humanidade perdida

Passarei pelas encostas
Aprendendo aptidões
Nessas viagens floridas e encolhidas
Que refletem na minha vida

Voltarei sem pensar
Quando as fábulas imaginárias
Pararem de me atormentar
Criar!

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Memórias Póstumas

Foi importante pra mim
Desgastar o forte que é fraco
Beber da fonte vazia
E um pouco amarga

Foi importante pra você
Deitar em lençóis limpos
Fazer amor comigo.
E depois me comer

Foi importante pra nós
Enquanto ardia a chama
Perfeita pra quem ama
No olhar de quem deseja

É importante fugir
Não pensar em você
Construir deveres
E almejar o meu prazer

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Além dos seus desejos!

Sob um olhar baixo, um pouco fraco
Atingi a estrutura dos seus sentimentos
Dos seus pensamentos em comuns
Criamos laços invisíveis em outrora

Vivemos a cada instante
Como o último ponto final de ambos os textos
Acalentando o Saber
Será que ta preparado pra nos conhecer?

São lágrimas da fonte e risos da multidão
Que fortalecem muitas das nossas opiniões
O vazio está cheio
Com rastros da hipocrisia humana.

Já não se tem mais medo da perda
Porque o fracasso foi diluído diante dos meus olhos
É a chuva da humanidade que me faz forte
Ao qual me protejo diante da sorte

Se para amar terei que sofrer
Busque-me nas águas encapeladas.
Pois nessa você não vai me ter
Agora se é pra gozar da vida com prazer
Faça-me sentir o seu cheiro caçador
Pois minha vida ainda não acabou!

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Sob minha imaginação

Que Ser é esse?
Que transcorre pelas minhas veias
Formando uma teia em toda minha sabedoria,
Escondida e protegida.
Com esse jeito delicado quase intacto, que me faz chorar ao pensar.
O que pulsa dentro do seu peito corroído?
Não queres ser mais desinibido?
O caminhar de nossas estradas estão tão confusas
Quanto nossas palavras perdidas na solidão
O som dilata em seu cérebro querendo pronunciar
Algo talvez que a sua boca não queira falar
As brumas da vida escurecem a minha visão
Deixando-me, às vezes assim, sem ação!
Batem os tambores e deixe-nos voar
É o nosso momento, ai como quero aproveitar...
Esconder o medo nas cinzas da perda é não ter renascido novamente.
Quero reencontrar o que deixei perdido em uma outra vida
E mudar a tática dessa correria.
Seu olhar cada vez brilha mais forte, inundando a luminosidade da minha alma.
Essa é a minha forma de amar...Sobre uma folha qualquer transbordo as linhas dos meus pensamentos.
Derramo as chamas das letras em busca das minhas palavras
Isso tudo pra dizer, o quanto Eu te Amo.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Nada mais

Não diga nada
Apenas ouça o que um coração tem a dizer quando está terrivelmente machucado
Não produza som
Pois ele pode ouvir ruídos de solidão
Fique intacto
Que o que arde está dentro de mim, ferindo-me, me cortando com lanças pontudas que não fazem dor...
É o amor?
Ahh
Por que seria?
Ando vagando no abismo pra tentar enxergar se encontro alguém de coração perfurado, amargurado...
Ando viajando pelas pedras polidas que embaça a minha visão, quando tento achar uma forte opinião.
Tento superar o que ainda acho que posso, quando não verdade já foi alcançada por alguém.
Que não era eu...
Quantas lutas perdidas e sangrentas
Quantas batalhas, essas sim me fizeram tremer!
Minha mente é um túmulo vago
Sombrio
Extremamente vazio cheio de corrupções inválidas, que não merece ser ouvido e nem tocado.
Onde posso chegar, me dê à solução pra minha imaginação.
Minha goela arde instintivamente, pela perda da minha voz sem palavras.
Onde encontrá-las?
Será que ainda pode ser achada?

Leonardo Lara

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Discovery

Quando, a primeira vez, da minha terra
Entreguei-me à noite de amoroso encanto
Toquei-lhe, ouvi e beijei
Deitei sobre o seu corpo e assim me entreguei
Senti o seu suor plácido do qual definia o movimento eterno do seu corpo
Queria gritar, aplaudir e desejar
Sentir os seus dedos tão pouco delirar
Sua mente virar
Sobre a minha alma aprofundar
Interrogar e exclamar
O desejo que ia guiar
Ao tesão chegar
E o meu corpo se acalmar.

Autor: Leonardo Lara.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Sentimentos

Sinto-lhe o seu cheiro
O seu ódio e o seu amor
Sinto a dor transparente que há no seu desejo
Exclamado.
Seu olhar manipulador, sua boca.
Sedutor
Você é
Você foi...E será
O elo entre tantas reticências
A razão egoísta dos meus pensamentos
Sua pele, seu suor
Conjunto genético enriquecedor
Sim, é você mesmo.
A construção sem permissão
O toque sem expressão
A energia oculta
Mútua
Você é...
O domínio das incertezas
A interrogação do ponto final
A conquista dos obstáculos
Eu te amo.

Autor: Leonardo Lara.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Pecar


Errar é o jogo do pecado
Pecar, pecando
Transformando, ignorando
Falando
E assim criando
Quem peca cria
Imagina
A cena do seu pecado
Transmuta
O pecado é um incógnito
Inserida na indigestão dos humanos
Cubanos, vegetarianos
Pecar
O jogo bíblico transcrito, escrito
Em você, nele
É capital
Incondicional
A Lei dos Pecadores
Em favor de alguns autores
Eu.

Autor: Leonardo Lara.