sábado, 5 de setembro de 2009

Poesia

Não sei mais por onde olho
Não sei mais onde quero estar
Sei de uma linha
Talvez o destino
Ou do caminho
Quem sabe a estrada

Não sei mais se vejo
Não sei mais se escuto
Talvez uma rosa
Ou o vento em ação

Não sei mais se quero o Norte
Ou se tenho o Sul como opção
Acredito nas marcas
Em algumas palavras

Tranco-me por dentro
Peço-te a chave desta caminhada
Não sei, não sei
Só sei
Que nada sei.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

A Árvore

Estou tentando achar as palavras
Aparece uma grande onda, o mar.
O vento forte escuta: a alma
Tento me concentrar
Agora são pedras
Círculos
Energia Cíclica
Minha mente parou junto com o aperto dos meus olhos
Neblina
Dor
Mantras Divinos
O Ser
Deus

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Tudo Passa

Não sei porque tempo
O tempo
Vai dissolver momentos
No meu coração

Mais quantos segundos dessa hora
Corrigirá minha alma
Nesse caos intenso
Perdido em minhas mãos

Quanta fala perdida
Saliva engolida
Em prol de promessas
Sem recompensas

Cansei de ser livre
Agir mais feliz
Admitir o perigo
Não sou mais assim

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Desejo

Falta o cheiro
O suor da pele com pêlo
Entrelaça as pernas
Minha canela

A pele que toca
Enrosca
Com a mão
Pescoço em ação

O suspiro é a fala
Na margem
Por linhas centradas
Um beijo

Desejo do corpo
Exposto
Meu rosto
Gozei

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Preto no Branco

Sombras claras?
Enquanto no nada, há tudo.
No mesmo, o medo.
Querer por ter feito.


Lados seguros?
No fundo deitou
Queimou com ardência
Segundas promessas


Viver?
Pela memória
Algumas respostas
Não Ser

Transformou?
No raso frasco
Um pouco pintado
....
...
..
.
Quebrado!

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Interior Vs Exterior

Dar uma volta
Na volta
Em sua volta
A distância que nos mantém
É a mesma que nos atrai

Mais uma volta
E meia
Percebo um vazio tranqüilo
Que os óculos me mantêm fugido

Retornarei nessa roda
Que formou uma volta
No cansaço dos meus olhos
Diante da rota

Meia volta sobrou
A personalidade secou
O amor acabou
E a volta fechou.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Natural

Deixa acontecer
A onda gritou, espumou.
Dando vida a vida
Neste amanhecer

São ciclos viciosos
Paradigmas do vento
Pensamentos passam
No olhar de quem almejo

A faísca da emoção
Corroboram a intenção
Diante da neblina
Que o frio tonaliza.

Com a terra guardarei
Os ciclos de viver
Um momento frágil
Sou capaz de Ser!

Leonardo Lara